Três dias seguidos de pesquisa na ..., em busca do alfinete perdido, raios partam o alfinete que não há meio de sair... de caminhar para o hospital, as intermináveis bichas e cheiro a doenças, o desconforto patente na cara de idosos, amontoados nos corredores frios, sem dignidade, privacidade e tudo o mais a que deviam ter direito e hoje calhou-me a "sorte grande", um segurança armado em "durão" a impedir-me a passagem, a mim uma mãe...puf!! ainda está para nascer o que me vai impedir de entrar com a minha filha na consulta, tudo porque a partir dos 16 estipularam que é adulta! Adulta como? mas para ajudar à festa um sujeito não identificado de bata azul resolveu fazer "caixinha" e reafirmar que não entrava porque ontem tinha sido expulsa 2 vezes do hospital !????!!!!!...o homem droga-se só pode, expulsa eu? por quem? quando? e estava inabalável: Não passa! e eu quase, quase a passar-me dos carretos...a tentar explicar-lhe que era o terceiro dia seguido que ia lá, que a miúda só tem 16 anos, que não tinha sido eu a ser expulsa e ele irredutível até a médica, abençoada, me ver e me autorizar a entrada. Irra que homens mais irritantes, e o maldito alfinete a passear algures pelos quilómetros de intestinos...
Amanhã voltaremos à rotina, bacio, pesquisa, hospital, Rx...
Que bom Fim de Ano...a saga continua...amanhã se os apanhar peço o livro de reclamações, eu tão obediente e boazinha e ele a teimar que tinha sido expulsa...raios partam o homem!!!!
segunda-feira, 19 de maio de 2008
tenho de dar a mão à palmatória
As verdades são para ser ditas e tenho de reconhecer, portaste-te bem, muito bem mesmo, admirávelmente bem...quase que parecia que ainda existia qualquer coisa entre nós, quando te encostaste a mim para que pudesse ouvir a conversa do teu telemóvel...há anos que não estavamos tão perto, que arrepio, que vontade de sentir os teus braços, de me voltar a permitir baixar as defesas e sentir-me verdadeiramente indefesa... Afinal resta algo do que outrora nos uniu...quase me apeteceu trazer-te para casa e esquecer tudo o que não posso esquecer...
pensa em outra coisa rápido

Pensa em outra coisa, pensa em outra coisa, vá rápido, vá esquece, desiste, come pastilhas, chocolates...engorda paciência , mas aguenta-te...
tu consegues!!!!
triste.... vir do 4º andar até ao r/c para ficar na rua, ao frio, com um pedaço de papel enrolado, fumegante, entre os dedos...
degradante imagem...
estou irritante, irritável, impossivel, apetece-me andar à estalada a tudo e a todos... pensa, pensa rápido em outra coisa, pensa que já passaram 6h, e que agora, se tiveres juízo, só falta o resto da tua vida...
domingo, 18 de maio de 2008
a menina namora?
Olho de soslaio, não é comigo certamente...
Olha fixamente com insistência, olho para um lado para o outro, para trás e estou só...levanto a sobrancelha interrogatória, por cima dos óculos diminutos, mantenho a calma e aguardo o que mais virá daquela boca que olha na minha direcção...penso melhor "menina?", já fui, em tempos que me parecem ontem, "namorar?", aconteceu também há muitos, muitos anos...tantos que consigo relembrar o seu sabor, o frémito que causavas em mim quando te via, o olhar aparvalhado que procurava ocultar, a todo o custo, no rubor das faces que teimavam em desobedecer às ordens firmes que lhes dava...as canções que supunha serem minhas, quando o gira-discos rodava, ainda em rotações suaves, até a agulha, com cotão, descarrilar no verso que gostava...foram tempos de Lua em que a Terra servia de apoio ilusório para castelos construidos...foram tempos de poesia, de beleza, de tantas coisas que faziam a perfeição que imaginava eterna, imutável...regresso à Terra, tiro os óculos e enfrento a pergunta atirada com um sorriso de lembrança...
Olha fixamente com insistência, olho para um lado para o outro, para trás e estou só...levanto a sobrancelha interrogatória, por cima dos óculos diminutos, mantenho a calma e aguardo o que mais virá daquela boca que olha na minha direcção...penso melhor "menina?", já fui, em tempos que me parecem ontem, "namorar?", aconteceu também há muitos, muitos anos...tantos que consigo relembrar o seu sabor, o frémito que causavas em mim quando te via, o olhar aparvalhado que procurava ocultar, a todo o custo, no rubor das faces que teimavam em desobedecer às ordens firmes que lhes dava...as canções que supunha serem minhas, quando o gira-discos rodava, ainda em rotações suaves, até a agulha, com cotão, descarrilar no verso que gostava...foram tempos de Lua em que a Terra servia de apoio ilusório para castelos construidos...foram tempos de poesia, de beleza, de tantas coisas que faziam a perfeição que imaginava eterna, imutável...regresso à Terra, tiro os óculos e enfrento a pergunta atirada com um sorriso de lembrança...
segunda-feira, 12 de maio de 2008
aos pais e mães da noite
Faço parte de um grupo soturno de pais, leia-se também mães, que têm fins de semana desesperados...
Sim, as noites deixaram de ser fáceis, como quando lhes aconchegávamos a roupa da cama e lhes pregávamos na testa um beijinho bem repenicado, tolerando-lhes uma horita de luz acesa (que desperdício, ao preço a que está a electricidade!!!) por causa dos papões.... e minutos depois adormeciam rosados com o ar mais angelical ...
Observávamos babados em silêncio e finalmente tínhamos um tempinho só para nós em que ligaríamos a TV e minutos depois nos debateríamos contra o sono, resmungando invariavelmente : Eu não estou a dormir!
Hoje as noites são também de luta contra o sono, cafés atrás de cafés, horas a olhar para o raio dos ponteiros do relógio que teimam em não avançar, para partirmos de carro, no silencio da noite, quando o que nos apetece mesmo é ficarmos mesmo no sofá ou na cama que tanto chama por nós em vez de aterrarmos à porta de um bar ou boite em segunda fila algures numa rua que até desconhecemos de uma cidade ou vila das redondezas, tantas vezes de pijama com um casaco sobreposto, não vá o Diabo tece-las e termos um furo ou uma Brigada da GNR à perna...
Mas todos vêm no primeiro comboio da manhã !!!!!!
Todos? Todos quem?
Todos!!! respondem-me em uníssono
Mas se vocês não vêm não são todos!
Oh, mãe !!!
É patético vires-nos buscar...!!!
Ok eu até percebo, passei por isso, à meia noite, no século passado!!! mas neste seculo a meia noite passou para as 3 ou 4h da manhã!!!!
a essa hora quem anda na rua?
sem abrigo, bêbados, bandos de adolescentes divertidos e pais e mães sonolentos que só desejam conseguir voltar para casa em paz após ...
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